Boletim n. 1 – ano 4 – mar/1999

Boletim n. 1 – ano 4 – mar/1999

Três anos…

O nosso Boletim Bairro a Bairro está começando o seu terceiro* ano levando informação e diversão às comunidades. Esse ano pretendemos continuar informando e formando cada vez mais leitores e escritores. Isso mesmo, nesse número vocês vão conhecer a Poesia de um morador do bairro Lindéia que entregou seu trabalho aos funcionários do Carro-Biblioteca. Envie o seu também! Temos também uma matéria informativa sobre a prevenção de drogas. Um problema sério que desvia nossa juventude para crime e a violência. Por isso é preciso prevenir cedo.

*Na verdade é o quarto ano. Houve um erro de sequência nos anos iniciais.

Boletim n. 11 – ano 3 – nov/1998

Boletim n. 11 – ano 3 – nov/1998

Final de ano.

Leitor:
Estamos encerrando mais um ano. E este ano foi do barulho. A UFMG e a maioria das universidades brasileiras atravessaram uma greve de 3 meses e o aumento que é bom não veio. E não foi só isso. As verbas para as universidades foram cortadas quase pela metade. A saúde e a educação estão pagando a conta da crise. Todo mundo reclama: a passagem do ônibus aumentou e só o salário continua o mesmo. Bom, no balanço final algumas coisas funcionaram. O Carro-Biblioteca tem cumprido bem o seu objetivo: a frequência ao carro aumentou, novos usuários foram cadastrados, estivemos na televisão, nos jornais. O trabalho do carro é reconhecido e apreciado. Estamos felizes. E como vocês, esperamos um ano novo melhor, com mais trabalho, saúde e alegria.

O Carro-Biblioteca estará encerrando suas atividades este ano no dia 18 de dezembro. Fique de olho para devolver os livros. Estaremos de volta dia 18 de janeiro de 1999.

Feliz Natal e boas férias!

Boletim n. 10 – ano 3 – out/1998

Boletim n. 10 – ano 3 – out/1998

O livro nosso de cada dia

Leitor, você e o Carro-Biblioteca têm uma amizade de longa data. Quantos livros você já leu? Em quantas estórias já viajou? A leitura é um ótimo meio de diversão e prazer. Além de aprender, pensamos e escrevemos melhor quando adquirimos o hábito de ler. Por isso é importante conservar os livros. Ao devolver o livro na data marcada, a grande maioria de jovens e adultos de seu bairro e de outras comunidades também poderá lê-lo. A leitura é um direito de todos e contribui para o crescimento pessoal e comunitário.

Boletim n. 9 – ano 3 – set/1998

Boletim n. 9 – ano 3 – set/1998

As eleições estão aí…

Você que ainda não decidiu o seu voto, está na hora de escolher seu candidato. Dia 04 de outubro, todos nós, brasileiros, vamos votar para Presidente da República, Senador, Governador, Deputado Estadual e Deputado Federal. Como cidadãos é necessário nossa participação nas eleições; mais que isso, é preciso fiscalizar nossos governantes, reivindicar e lutar por nossos direitos. Foi assim que conquistamos tantos direitos trabalhistas: com as greves e os movimentos sociais. Além de votar, precisamos ser sujeitos ativos na escola, na comunidade e no trabalho, pois a todo momento estamos fazendo política.

Boletim n.5 – ano 3 – abr/1998

Boletim n.5  – ano 3 – abr/1998

Você sabe o que é universidade pública?

A UNIVERSIDADE PÚBLICA é onde se pratica o ENSINO, a PESQUISA e a EXTENSÃO. O ENSINO repassa conhecimentos já existentes formando profissionais, como: médico, advogado, bibliotecário, engenheiro, veterinário. Através da PESQUISA, a universidade proporciona a produção de conhecimentos novos, investigando a natureza, as pessoas e seus relacionamentos com suas condições de sobrevivência, os governos, os recursos públicos, a cura de doenças. Trata-se de um trabalho muito grande que é feito fora dos horários de aulas, nos laboratórios, nas bibliotecas, nos arquivos, no campo, nas ruas. Na universidade trabalham Doutores, Mestres e Especialistas, pessoas que foram treinadas para pesquisar. Para se formar um pesquisador precisamos de, no mínimo, 6 anos. O contato com o povo se faz através da EXTENSÃO, com a seleção de problemas sobre os quais vamos pesquisar. O produto ideal do nosso trabalho é a CIÊNCIA que atenda, não apenas os interesses dos poderosos, mas que supra as necessidades de todos os brasileiros. Este trabalho de ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO é feito com dinheiro público. Assim seus benefícios devem retornar gratuitamente para o povo. Entretanto, uma recente medida do GOVERNO FERNANDO HENRIQUE quer privilegiar apenas alguns encarregados do ENSINO, prejudicando a PESQUISA e a EXTENSÃO. Tal medida associada ao não reajuste dos salários, há mais de três anos, pode ser o fim da Universidade Pública. Por isso estamos em GREVE.

ESTA É UMA LUTA DE TODOS. PARTICIPE!

Boletim n.4 – ano 2- out/1997

Boletim n.4 – ano 2- out/1997

O Romance: Histórias de Amor que Fascinam Desde A Idade Média.
Pois é , desde que o mundo é mundo, tem-se notícias de histórias amorosas de ficção que encantam as pessoas. Na Idade Média do mundo ocidental – isto é, a Europa – a única forma das pessoas se distraírem era socialmente, fazendo reuniões. Naquele tempo não havia meio de comunicação como rádio, televisão, nem mesmo haviam livros. Então os mais velhos contavam histórias para os mais jovens sobre viagens, amores, cujo tema preferido era o que falava sobre donzelas que aguardavam o retorno do seu amado que havia partido para a guerra, ou para as cruzadas religiosas. Algumas histórias tinham final feliz, outras não, mas sempre usavam os ingredientes das emoções, ou seja, muitas lágrimas, ou terror, piedade e também muito riso. Até quando as mulheres se reuniam nos castelos para tecer e costurar, se distraiam contando histórias em forma de poesia, com bastante rima.

Sabe como todas essas histórias eram contadas? De cor! As pessoas guardavam de cabeça, para que pudessem transmitir de pai para filho. Você deve ter reparado um detalhe que eu disse no princípio: naquela época não haviam livros. Bem, eles existiam, mas muito poucos, pois eram escritos a mão – a imprensa ainda não tinha sido inventada – e, só poucas pessoas tinham acesso a eles. Se não haviam livros, aposto que você também imaginou que pouquíssimas sabiam ler. É isso mesmo, os romances daquela época não vinham escritos. Todas as informações eram transmitidas oralmente, ou seja, de boca em boca. Depois, após a invenção da imprensa em 1450 pelo alemão Gutenberg, é que se começou a divulgar o livro e a leitura para toda a população. Imagine só, isso aconteceu somente 50 anos antes do Brasil ser descoberto!

Por que será que os romances fazem sucesso desde que se tem registro do modo das pessoas viverem? É muito simples e vou explicar com poucas palavras porque eles são construídos fatos da nossa vida, do nosso dia a dia. O que está escrito no romance pode parecer que aconteceu com alguém da sua família, com o seu vizinho ou até mesmo com você. Daí a sua atração, pois ele retrata fatos do nosso conhecimento, da nossa vida social.

Se você gosta de ler romances e agora sabe um pouco da história, tenho certeza que vai aproveitar mais ainda os bons momentos de distração que eles nos proporcionam. E não pense que o romance é “inferior” a outros livros. Qualquer leitura traz informações que são guardadas em algum cantinho da nossa cabeça e que, algum dia, reunidas com outras informações que vamos acumulando durante nossa vivência, nos ajudam a resolver e tomar decisões na vida. Mas lembre-se, é importante ler também outros tipos de livros e revistas. Portanto meu leitor, tire bom proveito, sem qualquer dor de consciência!

Lígia M. M. Dumont

Boletim n.3 – ano 2 – ago/1997

Boletim n.3 – ano 2 – ago/1997

Aos amigos do Carro-Biblioteca:

Julho acabou. As férias se foram, que pena! Agora é hora de acordar cedo, ir para escola, rever os amigos, a professora e estudar, claro! Fim das férias para muita gente e também para nosso Carro-Biblioteca que está de volta com muitas novidades.

Está na hora também de você usuário voltar ao nosso carro, devolver aquele livro que fez companhia nas férias e buscar outros. É hora de buscar novas estórias, novas aventuras e emoções!

O nosso Boletim “Bairro a Bairro” também está de volta e quer sua participação ativa trocando figurinhas, informações, dicas e divulgando as notícias da sua comunidade.

Este é o nosso convite: Venha ao Carro-Biblioteca e participe do nosso boletim. É só entregar aos funcionários do carro o que você quer publicar.

A sua contribuição é muito importante para a comunidade!
Participe!

Adriana Luiza Barbosa Borges

Boletim n.2 – ano 2 – jun/1997

Boletim n.2 – ano 2 – jun/1997

Prezado(a) usuário(a):

O nosso Boletim “Bairro a Bairro” está de volta e agora vem para ficar. Isto graças à colaboração da Pró-Reitoria de Extensão e da Escola de Biblioteconomia da UFMG que financiaram o projeto. A partir de agora estaremos todos os meses juntos, trocando figurinhas, informações, dicas, conhecimento, batendo aquele papo e colocando você em dia com as notícias da sua comunidade.

Reforçando o que foi afirmado no volume 1, n.1 deste boletim, procuramos com esta publicação estabelecer um elo de ligação entre os leitores das diversas comunidades atendidas pelo Carro-Biblioteca, através do espaço reservado aos leitores.

Destacamos que a sua participação é muito importante e contamos com a sua colaboração. Entregue para os funcionários do carro as notícias que você tem interesse em divulgar: dicas de beleza, saúde, receitas econômicas, informações sobre livros que você tenha lido e gostado.

Agradecemos sua atenção e contamos com sua colaboração.

Márcia Milton Viana